terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Trabalhadores terão aumento de 5% e cesta de Natal de R$ 1.390,00

Trabalhadores participam da apuração dos votos!


Em assembleia os trabalhadores da Glovis Brasil Logística, operadora da Hyundai em Piracicaba, aprovaram o Acordo Coletivo 2024/2025 negociado entre o SEAAC de Americana e Região e a empresa. O aumento salarial retroativo a 1º de novembro será de 5%, o que corresponde a reposição integral da inflação mais aumento real. Com o reajuste o piso subiu para R$ 2.017,40.

A proposta aprovada ainda dispõe de outros benefícios como cartão alimentação de R$ 518,00 mensais; triênio de R$ 85,50; reembolso creche de R$ 454,00 e cesta de Natal em ticket no valor de R$ 1.390,00. As cláusulas consideradas sociais foram integralmente mantidas no novo Acordo. Na assembleia, os quase 300 trabalhadores votantes demonstraram satisfação com o negociado entre Sindicato e empresa.

“Não conseguimos todas as conquistas que o trabalhador merece e a gente deseja, mas a cada ano avançamos um pouco, recuperando os salários com aumentos acima da inflação, mantendo importantes cláusulas e melhorando a aplicação de outras. É um trabalho gradativo e que conta com o apoio dos trabalhadores, por isso os resultados aparecem”, comentou a presidenta do SEAAC, Helena Ribeiro da Silva.  

Luciano Domiciano (Assessoria de Imprensa, 03 de dezembro de 2024)

Férias são uma conquista do movimento sindical!

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Declínio da filiação sindical no Brasil e suas consequências para os trabalhadores

Estudos apontam aumento de desigualdade social e enfraquecimento dos direitos trabalhistas.

O enfraquecimento dos sindicatos no Brasil se destaca como uma tendência preocupante, especialmente ao se observar a queda progressiva na taxa de sindicalização. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a sindicalização, que já chegou a superar 20% da população trabalhadora, atualmente representa menos de 13%. Esse declínio afeta não apenas os sindicatos, mas também os trabalhadores e, indiretamente, a economia do país.

A filiação sindical no Brasil começou a diminuir com mais intensidade a partir de 2017, com a reforma trabalhista, que entre outros pontos, tornou opcional o recolhimento da contribuição sindical. Desde então, diversos sindicatos passaram a enfrentar dificuldades financeiras para manter serviços essenciais e representar adequadamente seus associados em negociações coletivas.

Além disso, o aumento da informalidade no mercado de trabalho também contribui para esse declínio. Segundo o IBGE, aproximadamente 40% da população ocupada no Brasil trabalha na informalidade, o que dificulta a associação sindical, já que grande parte desses trabalhadores não tem contratos formais e estabilidade no emprego.
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