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terça-feira, 22 de junho de 2021

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"Sob Bolsonaro, conspiracionismo guia políticas públicas"


Fonte: DW Brasil
Teorias da conspiração, narrativas inventadas nas quais há sempre um inimigo tramando algo para dominar uma situação, acompanham Jair Bolsonaro há muito tempo como estratégia política. Com ele na Presidência da República e diante de uma pandemia mundial, tornaram-se também guia para políticas públicas. 

A conclusão é de um estudo liderado pela antropóloga Isabela Kalil, professora da Escola de Sociologia e Política de São Paulo e coordenadora do Observatório da Extrema Direita (OED Brasil), publicado no início de junho na revista científica Global Discourse, da Universidade de Bristol.

Os pesquisadores analisaram nove pronunciamentos oficiais de Bolsonaro em rádio e televisão, entrevistas e manifestações em redes sociais do presidente e de seu círculo próximo ao longo de 2020 e cruzaram o material com base de dados de três agências de checagem, em busca de teorias conspiratórias.

Uma narrativa adotada por Bolsonaro logo no início da pandemia foi a de que a covid-19 teria sido criada pela China como parte de um plano comunista para dominar o mundo. Para fazer isso, o presidente usou a "mesma estrutura" do medo do comunismo que pontua a sua carreira política há décadas, diz Kalil.

O presidente também adotou o discurso antivacina defendido pela extrema direita global, tema que vem acompanhado na esfera pública de diversas teorias da conspiração, como a de que os imunizantes poderiam inserir um chip 5G nas pessoas ou alterar o DNA de quem foi imunizado.

"Se tem conspiradores se mobilizando para dominar o mundo, essas pessoas são vistas como inimigas. Isso funciona muito bem para Bolsonaro, porque ele tende a usar metáforas bélicas para tudo e a entender a política como uma guerra", diz Kalil.

Isso acabou se refletindo, segundo a pesquisa, em decisões de governo sobre recusa de vacinas, promoção de remédios sem eficácia e incentivo à desinformação sobre a pandemia entre a população. "Na boca do presidente, essas teorias viram discurso de Estado e guiam políticas públicas", afirma a pesquisadora.

O ganho político para o presidente seria a promoção de caos, um cenário em que Bolsonaro "consegue se movimentar politicamente muito bem", aponta Kalil.

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