terça-feira, 3 de março de 2026

Portas abertas à mulher agredida!

Apesar de grande parte das pessoas acharem que o movimento sindical atua somente nas questões trabalhistas, nossa missão vai muito além. É nosso dever atuar nos interesses tanto coletivos como individuais dos trabalhadores, no âmbito profissional e social. É função constitucional dos sindicatos melhorar as condições de vida e trabalho.

Por isso, quando se aproxima o Dia Internacional da Mulher foco minha mensagem na gravidade da situação que vivem as mulheres hoje por conta do crescente número de feminicídios. Os casos de feminicídios no Brasil atingiram números recordes em 2025, totalizando 1.518 vítimas. São quatro mulheres mortas por dia. O número total do ano passado superou os 1.464 registrados em 2024.

Além dos assassinatos houve aumento significativo nas tentativas, perseguição a mulheres (“stalking”) e violência psicológica. Na prática, todos os números, infelizmente, indicam uma tendência de alta contínua. O machismo estrutural e a violência doméstica são as causas principais destes lamentáveis acontecimentos, sendo os crimes cometidos majoritariamente dentro de casa por parceiros ou ex-parceiros.

O endurecimento da lei do feminicídio, que completou 10 anos, não tem dado o resultado esperado, embora os julgamentos e penalizações tenham aumentado. Nesta situação, é fundamental a mulher não aceitar nenhum tipo de violência e denunciar. Nas nossas convenções coletivas de trabalho estamos gradualmente incluindo cláusulas protetivas e mantemos portas abertas para receber denúncias e atuar na defesa de mulheres agredidas física ou moralmente. A mulher não pode se esquecer que as nossas conquistas são resultado da coragem em desafiar o impossível. Não é impossível combater o feminicídio!

Helena Ribeiro da Silva
Presidenta do SEAAC de Americana e Região

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Justiça

FEAAC e SEAAC’s iniciam organização das negociações 2026

Lourival Figueiredo, Presidente da FEAAC; Vagney, Diretor de Negociações e Helena, SEAAC de Americana

Gislaine e Júnior, diretores do SEAAC de Americana

 
A FEAAC (Federação dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio do Estado de São Paulo) e os SEAAC’s (Sindicatos) se reuniram ontem (24) em São Paulo para definir o regulamento interno para ser acompanhado durante as negociações coletivas de 2026. Na pauta da reunião também constou a apresentação de propostas de trabalho por cada uma das Secretarias da entidade. Participaram do encontro os SEAAC’s de Americana, Araçatuba, Araraquara, Campinas, Marília, Santo André, Santos e Taubaté.

Foi aprovado por unanimidade que as negociações coletivas se manterão unificadas, como forma de fortalecer as reivindicações que serão apresentadas aos setores patronais. Também foi sugerido e acatado que na negociação se utilize dados técnicos do Dieese para se fazer a defesa das reivindicações econômicas, assim como cada cláusula da pauta, nova ou preexistente, seja acompanhada de justificativas da importância e necessidade de sua inclusão.

A presidenta do SEAAC de Americana e Região, Helena Ribeiro da Silva, defendeu a importância de se buscar reajustes salariais compatíveis com a realidade. “As bancadas patronais tem sempre o discurso que o INPC é aumento. Não é. O INPC é reposição atrasada da inflação. Precisamos endurecer este ponto nas negociações coletivas”.

PROJETO
A Diretora do SEAAC de Americana, Gislaine Sacilotto da Silva, que responde pela Secretaria de Formação Sindical da FEAAC apresentou projeto para 2026 sugerindo que sejam ministrados cursos aos diretores e empregados dos sindicatos objetivando a atualização de todos para a utilização de redes sociais e mídias. “É importante, neste mundo altamente globalizado, melhorar a interação e a comunicação com os trabalhadores em geral”, defendeu. A proposta foi aprovada por unanimidade.

Luciano Domiciano (Assessoria de Imprensa, 25 de fevereiro de 2026)
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