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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Nota de Repúdio!


Demonstrando falta de competência para administrar o país em questões básicas como geração de emprego, reduzido crescimento econômico, retrocesso na educação e desprezo ao meio ambiente, o Presidente Jair Bolsonaro insiste em nos apresentar em escalada crescente cenas repugnantes. 

A jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de São Paulo, produziu matéria competente sobre o uso indevido do Whatsapp na campanha eleitoral que conduziu o Presidente ao Palácio do Planalto. Transtornado, ataca a profissional em sua honra, dignidade e pessoalidade de forma machista, cruel, vulgar e inaceitável. 

Ao atingir Patrícia atinge, mais uma vez, a todas nós, mulheres brasileiras que convivemos com duplas jornadas de trabalho, com o crescimento desenfreado do feminicídio, a redução de nossos direitos previdenciários, a precarização trabalhista e, agora, ao “direito presidencial” de nos difamar sexualmente. 

Mulheres e homens de bem não podem se calar. Precisamos erguer nossa voz e dizer que tudo está passando dos limites. Se não fizermos isto, seu alvo (e de seus pupilos) será atingido: atentar e derrubar a democracia brasileira! 

Helena Ribeiro da Silva 
Presidenta do SEAAC de Americana e Região

Brasil perdeu mais com década de 2010 do que com anos 1980


Fonte/Imagem: Ag Brasil
Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado hoje (18), indica que a década de 2010 causou mais prejuízos ao país do que a de 1980, conhecida como a Década Perdida. 

De acordo com a pesquisa, que compara indicadores dos dois períodos, a recessão de 2015-2016 teve efeitos ainda mais adversos do que nos anos 1980, causando recuperação lenta da economia, com reflexos no mercado de trabalho e na concentração de renda. 

"Ambas as décadas tiveram impacto contundente nas empresas e trabalhadores, como o aumento do desemprego e a ampliação da má distribuição e concentração de riqueza, ocasionando uma piora significativa nas condições de vida dos brasileiros", afirmou, em nota, o presidente da CNC, José Roberto Tadros. 

Segundo o estudo, em relação à evolução do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país -, o Brasil cresceu 33,3%, à taxa média anual de 2,9%, no intervalo de 10 anos, iniciados em 1980. Já no mesmo período a partir de 2010, observou-se crescimento abaixo da metade, acumulado em 14,1%, com média anual de 1,3%. 

De acordo com a análise da CNC, se o PIB de 2019 aumentar 1% – confirmando a expectativa do mercado –, a economia brasileira deverá registrar baixo crescimento médio anual durante esse período, adiando as chances de absorver o contingente de desempregados. 

"O cenário é bem diferente do que o observado nos anos 1980, quando, mesmo com as recessões de 1981 e 1983, verificou-se forte capacidade de recuperação, evidenciada através do ritmo de crescimento econômico durante a segunda metade da década", disse, em nota, o economista da CNC responsável pelo trabalho, Antonio Everton. 

Segundo o levantamento, nos anos 1980, a crise encolheu a produção brasileira em 7,2%, enquanto nos anos 2010 a contração foi ligeiramente menor, de 6,9%. No entanto, conforme a CNC, a economia não conseguiu encontrar condições suficientes para voltar a crescer a partir de 2017. 

De acordo com o economista da CNC, "o crescimento médio entre 2017 e 2019 pode ter ficado em 1,2%". "Na década de 1980, de 1984 até 1989, depois das recessões, a economia cresceu aproximadamente 30%", completou.
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