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quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Aumento salarial na Vexia será de 2,81%

Presidenta Helena, Diretora Gislaine e representantes da Vexia!
O SEAAC de Americana e Região e a empresa Vexia Administradora Ltda finalizaram o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) composto de 57 cláusulas econômicas, sociais e normativas, que vinha sendo negociado desde a data-base da categoria, em 1º de maio. Com o fechamento do Acordo Coletivo, os empregados da empresa, localizada em Americana, terão aumento salarial de 2,81% retroativo à data-base. “Conseguimos repor integralmente a inflação. Neste momento de dificuldades econômicas impostas pela Pandemia, acredito que foi uma negociação bastante razoável”, avaliou a Presidenta do SEAAC, Helena Ribeiro da Silva. 

Com o aumento de 2,81% o piso salarial passou para R$ 1.353,00 e o reembolso creche para R$ 342,00 por filho até um ano de idade a contar do retorno da licença maternidade. Já a gratificação por aposentadoria será de um salário nominal, concedida aos trabalhadores com mais de 6 anos na empresa, que venham a se desligar em razão da aposentadoria. 

Com relação ao vale-refeição/alimentação, os trabalhadores que exercem atividades nas dependências da empresa receberão almoço completo e R$ 113,97 à titulo de vale-alimentação. Os que estiverem em home-office (tele trabalho) receberão o vale-refeição de R$ 25,00 em número idêntico aos dias trabalhados. “Em razão da Pandemia muita gente está em home-office. Por isto esta cláusula foi negociada considerando esta nova realidade”, observou Helena. 
Luciano Domiciano (Assessoria de Imprensa, 27 de agosto de 2020)

Proteção em todas as família - Lei Maria da Penha

Proposta Renda Brasil suspenso!

Esclarecimentos suspensão de aumento nos planos de saúde

O doloroso saldo do coronavírus após seis meses no Brasil


Fonte: DW Brasil
Seis meses após a confirmação do primeiro caso de covid-19 no Brasil, em 26 de fevereiro, o país acumula mais de 3,6 milhões de infecções e 116 mil mortes em decorrência do novo coronavírus – números que devem ser ainda maiores devido à falta de testes e à subnotificação. Há cerca de dois meses e meio, o Brasil registra cerca de mil mortes diárias em decorrência da doença e é o segundo país em número de óbitos, atrás apenas dos Estados Unidos.

O desempenho do Brasil no enfrentamento da pandemia é considerado um dos piores do mundo e resulta tanto de decisões políticas equivocadas quanto de dificuldades estruturais, segundo especialistas ouvidos pela DW Brasil.

Nesse diagnóstico, destaca-se o papel do presidente Jair Bolsonaro. O cientista político Fernando Abrucio, professor da Fundação Getúlio Vargas, aponta que as ações e decisões do presidente são o "primeiro problema” enfrentado pelo país na pandemia. Bolsonaro negou a gravidade da doença, se opôs a protocolos científicos para frear sua disseminação, minou a capacidade de o Ministério da Saúde liderar o combate ao coronavírus e gerou descoordenação entre os entes federativos, afirma.

"Ele disse que era uma ‘gripezinha', se negou a evitar aglomerações e usar máscara, difundiu a história da cloroquina [como remédio eficaz, apesar de não haver comprovação científica]. O que vemos na experiência internacional é que a liderança maior do país é um exemplo para a população”, diz.

A decisão de trocar duas vezes o ministro da Saúde durante a pandemia deixou o Sistema Único de Saúde (SUS) sem rumo, quebrou a continuidade de políticas públicas e fez o país perder um tempo de que não dispunha, avalia a cientista política Lorena Barberia, coordenadora científica da Rede de Pesquisa Solidária – iniciativa que reúne pesquisadores de diversas instituições para produzir pesquisas sobre a pandemia.

Luiz Henrique Mandetta, que havia assumido o Ministério da Saúde no início do governo Bolsonaro, acabou demitido em 16 de abril, após se notabilizar como defensor do isolamento social e das recomendações científicas relativas à doença, em contraste com a posição de Bolsonaro. Na época, a covid-19 havia provocado 2 mil mortes no país.

Seu sucessor, Nelson Teich, ficou pouco menos de um mês no cargo. Ele defendia o isolamento social e pediu demissão após se recusar a mudar o protocolo sobre uso amplo da cloroquina no tratamento da doença. Em seu lugar, assumiu o comando da pasta, como interino, o general do Exército Eduardo Pazuello, então secretário-executivo do ministério e homem de confiança de Bolsonaro, que logo liberou a cloroquina para os contaminados. Nesta segunda-feira (24/07), Pazuello completou 100 dias de interinidade no cargo.

Segundo Barberia, as trocas de ministros criaram "momentos de insegurança” sobre quais diretrizes deveriam ser aplicadas e quais compras deveriam ser feitas em meio à pandemia. "Isso nos custou semanas, quando já estávamos em uma situação muito grave”, diz. Além disso, um ministro interino não tem a mesma autonomia e estabilidade que um efetivo, diz. Ela ressalta, porém, que a reação inicial do Brasil já havia sido lenta, e que o país desperdiçou a chance de se preparar melhor enquanto acompanhava a evolução da pandemia na Ásia e na Europa.

Falta de coordenação
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