quinta-feira, 25 de maio de 2017
Sindicalismo faz ato histórico e já debate nova greve geral
Fonte: EBC/Ag. Sindical
Foto: Fabio Rodrigues
O movimento sindical ocupou Brasília ontem (24) e realizou a maior manifestação popular da história da Capital. As Centrais CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CTB, CSB, Intersindical, CSP-Conlutas e CGTB, o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) e demais entidades organizadoras calculam em 150 mil os manifestantes.
Pauta - O Ocupa Brasília teve como pauta principal a retirada das reformas neoliberais que cortam direitos, especialmente a previdenciária e trabalhista. Os recentes escândalos que atingem a presidência da República agregaram à pauta sindical as bandeiras de ‘Fora, Temer’ e eleições diretas e gerais.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
SEAAC AM também "Ocupa Brasília"
O "Ocupe Brasília", que deve reunir hoje (24/5) milhares de trabalhadores, será um dos maiores atos em defesa de direitos já realizados pelo movimento sindical brasileiro. O protesto terá grande número de participantes, inúmeras categorias profissionais, movimentos sociais e gente de todo o país.
O SEAAC AM está participando da manifestação contra as reformas trabalhista e previdenciária e pela manutenção dos direitos e benefícios conquistados ao longo dos anos.
terça-feira, 23 de maio de 2017
Sindicatos preparados para marcha a Brasília
Fonte: Diário do Litoral
Foto: Rodrigo Montaldi
Sindicatos (...) filiados à Força Sindical, CUT, CGTB, CSB, CSP Conlutas, CTB, Intersindical, NCST e UGT começam hoje a viagem para os protestos e manifestações amanhã na Capital Federal.
Sindicalistas vão protestar contra as reformas trabalhista e previdenciária no movimento sindical denominado Marcha a Brasília.
Sindicalistas da Região vão se juntar aos dirigentes sindicais de todo país nas manifestações e a expectativa é de que 100 mil pessoas estejam presentes nesse movimento.
As centrais sindicais vão também levar 296 cruzes, que vão representar os deputados federais que votaram a favor da reforma trabalhista na Câmara e farão o enterro simbólico desses parlamentares nos jardins da Esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso Nacional. (...)
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Assembleias definem pautas de reivindicações de 4 categorias
Na
semana passada o SEAAC de Americana e Região realizou assembleias com
empregados de quatro categorias profissionais com data-base em 1º de agosto.
Todas as assembleias foram realizadas na sede do sindicato, em Americana,
previamente divulgadas e dirigidas pela presidenta Helena Ribeiro da Silva.
“Nas assembleias, discutimos a pauta de reivindicações, ouvimos sugestões dos trabalhadores,
colocamos em votação e aprovação para
encaminhamento aos setores patronais e daí iniciarmos o processo de campanha
salarial unificada com a FEAAC (Federação) e demais SEAACs” explicou Helena.
No
dia 15, segunda-feira, a assembleia foi com empregados de Empresas de Cobrança
e Recuperação de Crédito; dia 16,
terça-feira, com empregados de Sociedades de Advogados; dia 18,
quinta-feira, com empregados em
Administradores de Consórcios e no dia 19, sexta-feira, com empregados em
Locadoras de Máquinas e Equipamentos de Terraplenagem. “As assembleias são
muito importantes, pela oportunidade de um contato direto com o trabalhador.
Toda a crise política e econômica que afeta o Brasil dificultará nosso
trabalho, mas estamos prontos para negociarmos o melhor para as categorias que
representamos”, observou Helena.
Veja
abaixo, algumas cláusulas de cada uma das pautas aprovadas, que serão objeto de
negociação com o setor patronal:
* Empresas de Cobrança e Recuperação de
Crédito:
-
Reajuste salarial: 10%
-
Piso: analista, assistente, auxiliar, consultor, coordenador, encarregado,
monitor e operador de cobrança R$ 1.250,00 (tempo integral) e R$ 1.100,00 (6
horas diárias). Supervisor R$ 1.600,00 e Gerente R$ 2.500,00
-
Adicional de permanência: R$ 65,00 por triênio
-
Vale-refeição: R$ 30,00 por dia trabalhado (jornada semanal superior a 36
horas) e R$ 15,00 (jornada semanal inferior a 36 horas)
-
Auxílio-creche: R$ 340,00 mensais para filhos até 1 ano de idade
-
Programa de Lucros e Resultados (PLR): R$ 500,00
* Sociedade de Advogados:
-
Reajuste salarial: 10%
-
Piso: R$ 1.375,00
-
Gratificação de férias: 12,5% sobre o salário base
-
Adicional por tempo de serviço: 5% a cada biênio
-
Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR): R$ 500,00
-
Vale-Refeição: R$ 30,00 por dia trabalhado.
* Administradores de
Consórcios:
-
Reajuste salarial: 10%
-
Piso: office boy, limpeza, copeira e atendimento R$ 1.200,00. Demais cargos R$
1.530,00
-
Promoções: mínimo de 7% de elevação do salário
-
Auxílio-refeição: R$ 30,00 por dia trabalhado
-
Programa de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR): R$ 500,00 corrigido
pelo reajuste da data base, acrescido de 16% do salário nominal, até o limite
de R$ 1.000,00
* Locadoras de máquinas e
equipamentos de terraplenagem
-
Reajuste salarial: 10%
-
Piso: Empregados em geral R$ 1.250,00. Operadores de máquinas e equipamentos R$
1.900,00
-
Seguro de vida: as empresas contratarão e manterão seguro de vida e de
acidentes em grupo, de livre escolha do empregado, abrangendo morte, invalidez
permanente, invalidez funcional, internações, cirurgias e auxílios.
-
Auxílio-refeição: R$ 30,00 por dia trabalhado
-
Reembolso creche: R$ 350,00 por filhos de 6 meses a 7 anos
-
Participação nos Lucros e Resultados (PLR): R$ 500,00
sexta-feira, 19 de maio de 2017
Centrais pedem eleições diretas e criticam reformas
Fonte: Diário do Litoral
Foto Rodrigo Montaldi
Centrais sindicais divulgaram nota conjunta pedindo apuração rigorosa e e eleições diretas para garantir uma solução democrática para o impasse criado pelas delações envolvendo o presidente Michel Temer.
O presidente foi gravado por Joesley Batista, um dos sócios do frigorífico JBS, em ação conjunta da PF com a Procuradoria. As conversas sugerem seu aval a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB).
O texto das centrais defende a realização, no mais curto espaço de tempo exigido pela Constituição, eleições gerais e democráticas.
A nota é assinada por seis centrais: CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), CTB (Central dos Trabalhadores Brasileiros), Força Sindical e UGT (União Geral dos Trabalhadores) e NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores).
Nela, as organizações exigem o estrito cumprimento do rito constitucional e a revalorização do Estado de direito como a via para a devida apuração destas e das demais denúncias e acusações.
As centrais também aproveitaram para criticar as reformas trabalhista e previdenciária do governo, em discussão na Câmara e no senado. Elas exigem sua retirada imediata da pauta para que o debate aconteça de forma ampla, envolvendo representações de trabalhadores e sociedade.
Segundo a nota, o esgarçamento das instituições republicanas indica a falta de legitimidade política e social do governo para,querer jogar sobre as costas dos trabalhadores e da parcela mais humilde da sociedade o custo do ajuste econômico representado pelas propostas.
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Contra Reforma Trabalhista: SEAAC panfleta locais de concentração pública

Desde 17/5 diretores e empregados do SEAAC de Americana e Região estão entregando o “Jornal do Trabalhador” em locais de concentração pública de Americana, Limeira e Piracicaba. Estão sendo visitados terminais de ônibus, feiras-livres, bancos, lotéricas, postos médicos, áreas comerciais e supermercados. “A aceitação ao material é excelente, pois as pessoas percebem que não há conotação político-partidária. Nem sequer o logotipo da FEAAC (Federação) e do SEAAC (Sindicato) foi colocado no informativo, pois queremos simplesmente esclarecer as pessoas”, comenta Helena Ribeiro da Silva, presidenta do SEAAC.
O “Jornal do Trabalhador” é um informativo de 4 páginas, em preto e branco, que explica como a reforma trabalhista vai tirar os direitos dos empregados, caso sua aprovação seja confirmada no Senado. Didático, enumera os 12 principais pontos da reforma, buscando que o leitor entenda o que vai acontecer com seus direitos. No final, pede ao trabalhador que cobre dos deputados e senadores do seu Estado ações para brecar a reforma trabalhista, lembrando que ao contrário do que diz o Governo “ela não gera empregos. Retira os seus direitos”.
Centrais sindicais publicam jornal unificado convocando os trabalhadores para a Marcha de 24/05 contra as reformas
As centrais sindicais produziram um jornal unificado para conscientizar e mobilizar a população contra as reformas da Previdência e trabalhista. O material, que será distribuído por todo o País, desmistifica os principais argumentos do governo para aprovar os retrocessos trabalhistas e faz parte das ações de preparação do movimento sindical para a Marcha das centrais em Brasília no dia 24 de maio.
No último dia 10, a CSB convocou seus sindicatos e federações filiadas a organizarem suas caravanas até a capital federal para protestar contra as reformas e pressionar o Congresso Nacional contra a aprovação das propostas que destroem os direitos trabalhistas e a aposentadoria (leia aqui).
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Vai votar em algum deles na próxima eleição?
A bancada paulista votou majoritariamente a favor do projeto, que altera pontos sensíveis da Consolidação das Leis do Trabalho. Entre as mudanças está a prevalência dos acordos negociados entre patrões e empregados sobre a legislação, obstáculos ao ajuizamento de ações trabalhistas, a possibilidade de parcelamento de férias em três períodos, a flexibilização de contratos de trabalho e o fim da contribuição sindical obrigatória.
Dos 67 representantes do estado de São Paulo presentes na votação, 46 votaram “sim”. PSDB, PRB e DEM foram os partidos que asseguraram o maior número de votos favoráveis à reforma de governo Temer.
Confira a relação completa:
DEM
Alexandre Leite
Eli Corrêa Filho
Jorge Tadeu Mudalen
Marcelo Aguiar
Missionário José Olimpio
Alexandre Leite
Eli Corrêa Filho
Jorge Tadeu Mudalen
Marcelo Aguiar
Missionário José Olimpio
PMDB
Baleia Rossi
Baleia Rossi
Projeto de lei reduz pena para violência sexual ‘sem graves danos’
Fonte: O Globo
Um projeto de lei que reforma o Código Penal na parte dos crimes sexuais está no centro de um debate acalorado. A proposta cria o delito de estupro coletivo e de exibição de cena de sexo por vingança, entre outras alterações inspiradas em casos recentes, mas também prevê a redução de pena para a violência sexual cometida sem graves danos à vítima, como apalpar partes íntimas ou forçar um beijo.
Condutas dessa natureza são consideradas estupro desde 2009, quando a lei foi alterada para definir o crime como “qualquer ato libidinoso” e não apenas penetração. A mudança, apontada como avanço por punir mais adequadamente os agressores, trouxe um efeito colateral. Tribunais em todo o país têm desclassificado o delito para contravenção penal, punido na prática com multa e serviços comunitários, quando a conduta foi de menor potencial ofensivo.
A alegação é de que a pena prevista para estupro — de oito a 15 anos se a vítima for menor de 14 anos (estupro de vulnerável) e de seis a 10 anos no caso de vítimas adultas — é exagerada para punir atos “menos graves”. Ao julgar um homem por passar a mão nos seios da enteada de 10 anos, um magistrado de Santos (SP) justificou: “Simples contatos físicos, ainda que lascivos, sem maior repercussão devem ser enquadrados na Lei de Contravenções Penais”.
A declaração do desembargador resume bem o teor de 30 sentenças de várias partes do país, incluindo a de Santos, analisadas pelo GLOBO. Em todas, a vítima era criança ou adolescente e já tinha havido o trânsito em julgado. Ou seja, a desclassificação do crime de estupro de vulnerável para uma mera contravenção foi a resposta final da Justiça.
terça-feira, 16 de maio de 2017
CNTC contesta reforma trabalhista e faz contraproposta a pontos polêmicos
Fonte: CNTC
A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) – a maior do País, com 27 Federações e 800 Sindicatos filiados e 12 milhões de trabalhadores na base – produziu um importante documento de análise da Reforma Trabalhista do governo. O texto critica diversos itens do projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados e apresenta contrapropostas ponto a ponto.
Denominado “Manifesto quanto à reforma trabalhista - nenhum direito a menos”, assinado por Levi Fernandes Pinto, presidente, e Lourival Figueiredo Melo, secretário-geral, alerta: “O texto original já representava perigo aos trabalhadores; o texto substitutivo aprovado pela Câmara dos Deputados amplia ainda mais as perversidades”.
A Agência Sindical entrevistou Lourival Figueiredo Melo. Ele diz: “O documento orienta nossos dirigentes no contato direto com deputados e senadores ou nas tratativas com as assessorias técnicas dos parlamentares, em seus gabinetes”. Para o sindicalista, não basta ser contra. “É preciso expor as razões e também ter propostas alternativas, porque é isso que muitos parlamentares pedem que façamos”, argumenta.
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