quarta-feira, 16 de março de 2011

Efeitos do terremoto japonês se espalham pela economia

A paralisação de boa parte da máquina produtiva do Japão, a terceira economia mundial, espalha dificuldades para toda a rede integrada de fabricação regional asiática, em uma cadeia de consequências que atinge o Brasil. Com a destruição assustadora do nordeste do país, o perigo de mais vazamentos radioativos na usina nuclear atingida pelo terremoto e sem perspectiva de regularização do fornecimento de energia por várias semanas, a Sony, maior exportadora japonesa de eletrônicos de consumo, suspendeu a operação de dez fábricas. A Toyota, maior montadora do mundo, fez o mesmo com suas 12 unidades.

Automóveis, autopeças e material eletroeletrônico predominam na pauta de vendas do Japão para o Brasil. O país é o maior exportador de autopeças para o Brasil - US$ 1,84 bilhão, ou 14% de todas as importações de componentes automotivos. As subsidiárias de suas montadoras - Honda, Mitsubishi, Toyota e Nissan - são as mais dependentes de peças e podem sofrer interrupção em suas linhas de montagem. O efeito sobre a produção brasileira de eletroeletrônicos não deve ser grande, pois ela pode ser abastecida com insumos fabricados em outros locais da Ásia. Por outro lado, os japoneses são um dos principais compradores do minério de ferro do Brasil - em 2010, consumiram US$ 3,27 bilhões.

Todo o comércio será afetado de imediato, pois a infraestrutura japonesa sofreu abalos consideráveis e os portos do nordeste foram destruídos. E com fábricas paralisadas, o desembarque de encomendas tende a ser um problema a mais para as empresas japonesas.

Os efeitos da catástrofe japonesa podem se estender às ligações financeiras com o Brasil, se, por exemplo, os investidores resgatarem aplicações. Os fundos japoneses que aplicam em papéis brasileiros acumulam patrimônio de US$ 7,3 bilhões (R$ 12,2 bilhões), com US$ 4,9 bilhões em ações e US$ 2,4 bilhões em renda fixa. Seguradoras e resseguradoras terão de ressarcir indenizações de pelo menos US$ 35 bilhões no Japão e a conta, na forma de reajuste das apólices, será repassada para o mundo todo, especialmente na cobertura de grandes riscos.
Valor Econômico

terça-feira, 15 de março de 2011

Pensando o Equilíbrio no Trabalho, Família e Vida Pessoal

Sabemos que nos últimos 30 anos um dos fatos mais marcantes ocorridos na sociedade brasileira foi à inserção crescente das mulheres na força do trabalho. Considerando que somos um país com 52% da população composta por mulheres é compreensivo. Hoje estamos vendo um número expressivo de mulheres nas universidades, portanto, as oportunidades para as elas estarem inseridas no mercado tornam-se naturais.

Entretanto, não podemos nos iludir; estar no mercado de trabalho não significa estar bem resolvida com a vida no aspecto profissional e pessoal. Ainda existem inúmeros obstáculos para enfrentarmos, especialmente em relação ao acesso a cargos de comando, ou exercer o poder para tomar decisões. Outro fator bastante relevante são as mulheres chefes de família, conseqüência de inúmeras separações. Estas são obrigadas a aceitarem postos de trabalho miseráveis para sua sobrevivência e de seus filhos.

A noção de mulher “cuidadora” e “provedora” e do homem apenas “provedor” desequilibra a vida tanto de um como de outro, na relação entre trabalho e família, promovendo uma série de conseqüências para o trabalho e para o capital. A mudança deste paradigma requer políticas públicas que se concentrem na igualdade de diretos e na divisão igual do trabalho reprodutivo e produtivo.

A intenção é (re)significar os papéis sociais de gênero, produzindo mais igualdade, para superar a idéia da mulher como força de trabalho secundária, decorrente do fato de ser vista como “cuidadora” e impedindo-a por força do imaginário cultural, de desenvolver-se por completo na vida pública.

Exemplo disso é a própria desigualdade de salários, a visão de que o trabalho feminino é menos produtivo e o acúmulo de jornadas que traz esgotamento e adoecimento ao corpo feminino. Desta forma devemos pensar em políticas públicas para alterar essa realidade, políticas que possam conciliar e co-responsabilizar ambos, homens e mulheres. Para isso seria necessário um novo modelo de produção, de políticas públicas e de família. Sempre é bom lembrar que Trabalho e Família são questões centrais na agenda do Trabalho Decente.

Falando da divisão desigual do trabalho 
Pensando em nossa categoria, temos em nossos quadros 60% de força de trabalho feminina e notamos uma violência sutil decorrente de um olhar machista e ultrapassado vinculado à estrutura patriarcal, que requer uma reflexão.

Na verdade o que vemos cada dia mais claramente é que a divisão do trabalho gera injustiça em nossa sociedade. Temos uma realidade no mundo do trabalho há alguns anos que não deixa dúvidas: a mulher ocupa mais da metade dos postos de trabalho formal e este fato não faz com que homens e mulheres tenham a mesma responsabilidade na esfera de cuidados domésticos.

Em contrapartida, a mulher quando toma posse de suas atribuições no mundo do trabalho, enfrenta no seu dia-dia queixas, veladas ou não, sobre a deficiência de sua postura quanto ao seu papel de mãe, esposa e dona de casa. A mulher é julgada por não mais vincular-se a uma postura história ligada ao gênero feminino.

Cabe lembrar que gênero é um conceito sociológico que tenta entender em várias culturas quais os padrões de comportamentos sociais ligados ao sexo, ou seja, como diz Simone de Beauvoir “não nascemos mulher, nos tornamos”. E isso ocorre preso a um aprendizado que é cultural e histórico.

Então a mulher de hoje não está mais ligada a atribuições do seu papel tradicional, porque ocupa como o homem um espaço de trabalho e sustenta materialmente a família, mas continua sendo cobrada de forma desigual pelo papel tradicional de cuidadora.

Ou seja, nós mulheres, a cada dia, estamos mais ligadas ao mundo público do trabalho e por isso somos julgadas por não correspondermos mais aos anseios do nosso papel tradicional de gênero. Isso aliado ao acúmulo de jornadas provoca doenças e gera violência psicológica contra as mulheres.

Como não pretendemos virar “MULHERES MARAVILHAS”, nem conseguiríamos, precisamos desconstruir os símbolos que geram essa desigualdade, além de entender que as transformações sociais e históricas que nos empurraram para o mercado de trabalho não foram capazes de alterar posturas machistas no universo doméstico.  Basta observar a violência de gênero neste ambiente, os números são preocupantes: a cada 10 segundos uma mulher é espancada por seu companheiro.

Entender que homens e mulheres, enquanto indivíduos, são iguais perante a lei, é um bom começo de conversa para dividir tarefas domésticas e assim equilibrar em casa os papéis que estão cada vez mais parecidos no mundo do trabalho PRODUTIVO.
A Convenção 156 da OIT, que trata da Igualdade de Oportunidade e de Tratamento para trabalhadoras e trabalhadores com responsabilidades familiares é um documento importante para pensar esta igualdade no mundo do trabalho. Ela propõe mudar o foco, pois, não se trata mais de um tema “de” e “para” mulheres. Temos que tratar da relação e decidir entre homens e mulheres o que é melhor para ambos.

Mas, a Convenção 156 da OIT, ainda não foi ratificada no Brasil. Enquanto lutamos para que ela seja assinada, as cláusulas de gênero que os sindicatos tentam  implementar em nas Convenções Coletivas de Trabalho são um bom começo para alterar esta realidade.

E, não podemos esquecer que é necessário também transformar o homem em sujeito destas ações para que seja possível compartilhar e co-responsabilizá-los pelas obrigações em relação à família e ao trabalho, promovendo desta forma o trabalho decente e a igualdade de gênero.

Helena Ribeiro da Silva
Presidenta do Seaac de Americana e Região

Jornada de Trabalho e Encargos

O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu em plenário a proposta de se reduzir a jornada de trabalho em troca da redução dos encargos sobre a folha de pagamento. "Se eu reduzo a jornada e reduzo os encargos sobre a folha, o custo para o empregador vai ser zero e nós teremos em torno de dois a três milhões de novos empregos", afirmou Paim, que enfatizou, porém, a necessidade de formação profissional qualificada no Brasil.
Ag Senado

segunda-feira, 14 de março de 2011

Japão: situação é desesperadora

Após 3 dias, os mortos no Japão podem chegar a 10 mil, somando-se a outros 450 mil desabrigados do terremoto e do tsunami. Rodovias e ferrovias, energia e portos foram paralisados em grande parte do nordeste do Japão e as estimativas dos prejuízos saltaram para 170 bilhões de dólares. O mercado de ações do Japão fechou em baixa superior a 6 por cento e a recessão deve voltar. Equipes de resgate continuam procurando sobreviventes na região devastada pelo tsunami, ao norte de Tóquio e tentando ajudar milhões de pessoas que estão sem energia elétrica e água.

O maior temor é de um grande vazamento de radiação do complexo em Fukushima, 240 quilômetros ao norte de Tóquio, onde os engenheiros têm lutado desde o fim de semana para evitar um colapso nos três reatores. Os engenheiros trabalhavam desesperadamente para resfriar as barras de combustível nuclear na usina. Se não conseguirem, os recipientes que abrigam o núcleo poderão derreter, ou até mesmo explodir, liberando material radioativo na atmosfera, provocando um desastre imensurável.

Mais duas lições: a natureza não pode ser controlada e o trabalho em equipe é a única arma que vai manter o homem vivo neste planeta.
UOL Notícias

Correção da Tabela do IR terá política para os próximos 4 anos

A correção da tabela do Imposto de Renda deve ficar mesmo em 4,5%. Contudo, essa correção deve ter uma política pelos próximos quatro anos. Esses foram os principais resultados da reunião entre as centrais sindicais e a presidenta, Dilma Rousseff, dia 11/mar.

De acordo com o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Dilma se mostrou aberta às negociações sobre o tema. A política para os próximos quatro anos vai sair mesmo e, além disso, está garantida a criação de mais faixas intermediárias na tabela do IR, tornando o imposto mais progressivo.

Hoje, além da faixa de isenção e da que tem alíquota máxima de 27,5%, existem as faixas sobre as quais incidem as alíquotas de 7,5%, 15% e 22,5%. As medidas devem ser editadas por meio de medida provisória.

Discussões contínuas
Na reunião também foi definido que, a partir de agora, centrais sindicais e Governo terão um canal de comunicação aberto e permanente. O fórum de negociação, como foi chamado pela Presidência da República, permitirá uma reunião por mês entre as partes.

As lideranças sindicais apontaram a necessidade de se discutir as convenções 151 - que trata da organização sindical e do processo de negociação dos trabalhadores do serviço público - e a 158 - que trata da flexibilidade do mercado de trabalho brasileiro e o impacto econômico das demissões sem justa causa.

Além disso, os sindicalistas querem colocar na mesa de discussão o fim do fator previdenciário e o reajuste dos benefícios de aposentados e pensionistas da Previdência Social.

Os representantes das centrais CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CTB e CGTB saíram satisfeitos do primeiro encontro com a presidente.

InfoMoney
Foto Blog do Neto

sexta-feira, 11 de março de 2011

Preço dos medicamentos será reajustado

Mais de 18 mil medicamentos, incluindo antinflamatórios e antibióticos, terão os preços reajustados em até 6% a partir de abril. A previsão é da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico - ABCFarma. Fitoterápicos, homeopáticos e remédios vendidos sem a exigência de receita médica não estão incluídos.

Natureza em fúria, novamente!


Depois de um terremoto abaixo do leito do oceano, de magnitude 8,9 na escala Richiter, sempre vem o tsunami. Foi isso que aconteceu no Japão hoje; ônibus, carros, casas e tudo que estava no caminho das ondas de até 11 metros foram arrastados pela força da água. Ainda bem que os prédios do Japão são preparados para terremotos, se não o estrago seria imensurável. 

Mas as ondas são impossíveis de deter e fazem vítimas. Outros países também podem ser afetados: como Pilipinas, Austrália e Nova Zelândia, podendo até chegar à América do Sul. Apesar de serem avisadas com antecedência, ilhas do Pacífico podem desaparecer, pois, não estão preparadas como o japão para suportar tal catástrofe. É a natureza lembrando ao homem que ele é muito frágil perante sua força.

Lembra do tsumani  no oceano Índico em 2004? Matou mais de 300 mil pessoas.

quinta-feira, 10 de março de 2011

CPF gratuito para Mulheres

Todas as agências da Caixa Econômica Federal irão oferecer, gratuitamente, o serviço de emissão do CPF (Cadastro de Pessoa Física) às mulheres que solicitarem o benefício entre 9 a 11 de março.

A oferta da instituição se enquadra nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, que tem for finalidade possibilitar o acesso feminino às políticas públicas do Governo Federal, além de facilitar o acesso à inclusão bancária e ao microcrédito.

Proposta de igualdade de oportunidades será votada pela Câmara dia 15 de março

A redução da desigualdade econômica entre homens e mulheres é uma das prioridades da bancada feminina da Câmara. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009 apontam que as mulheres compõem 42,6% da força de trabalho, em um universo de 86,7 milhões de pessoas ocupadas. No entanto, elas recebem em torno de 32,9% menos que os homens, muitas vezes nos mesmos cargos. 

Outro estudo, lançado em 2010 pelo Instituto Ethos e pelo Ibope Inteligência, mostra a baixa representação feminina nos postos de chefia e direção das 500 maiores empresas do Brasil: de um total de 1.506 diretores, as mulheres eram apenas 207, ou 13,7% - nos cargos de gerência, o percentual sobe para 22%.

Nesse sentido, tramitam na Casa diversas propostas que buscam ampliar a autonomia financeira feminina. Entre elas, destaca-se o Projeto de Lei 6653/09, que prevê ações para garantir a igualdade nas oportunidades de emprego entre homens e mulheres. 

O texto estabelece normas, algumas orientadoras, outras apenas sugestivas, para que se combata a discriminação contra a mulher e as trabalhadoras passem a exercer com mais frequência papéis estratégicos na iniciativa privada e no serviço público.

Famílias chefiadas por mulheres são mais pobres

"A pobreza no Brasil tem sexo" costuma dizer a presidenta Dilma Rousseff em alusão ao fato de as mulheres estarem predominantemente nos estratos mais pobres da sociedade brasileira. Segundo os dados em análise na Coordenação de Igualdade de Gênero do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mais da metade das famílias com filhos chefiadas por mulheres (53%) são pobres; ao passo apenas 23,7% das famílias com filhos chefiadas por homens estão nessa condição.

A razão da pobreza feminina está na divisão do trabalho. As mulheres são historicamente incumbidas das tarefas domiciliares, como cuidar dos filhos e, no mercado de trabalho, ocupam os postos de mais baixa remuneração, dando preferência às atividades que permitam continuar cuidando de casa e dos filhos.

A discriminação no mercado do trabalho depende, no plano privado, da redistribuição dos afazeres domésticos entre homens e mulheres; e na esfera pública, de mais investimento do Estado em políticas sociais que tenham como  objetivo a redução das desigualdades.
Ag. Diap

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher

Tem dia que o sorriso vem fácil, a roupa fica perfeita, o cabelo acorda arrumado. Tem dia que o trânsito não anda, o leite derrama, o sapato aperta e a vontade de comer chocolate engana.

Em todos esses dias, você trabalha, cuida da casa, liga para a sogra, ajuda a filha, escuta a mãe.

Mas no dia 8 de março, aproveite, sorria, aliás, só chore se for de tanto rir. E lembre-se: seja feliz ou, pelo menos, comprometa-se a ser. No seu dia e em todos os outros que virão. Esse é o nosso desejo. Afinal, a mulher é a própria luz da criação!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Força Sindical comemora 20 anos

A Força foi fundada em 8 de março de 1991, em ato no Memorial da América Latina, em São Paulo. Seu primeiro presidente foi Luiz Antonio de Medeiros. Hoje, a Central é presidida por Paulo Pereira da Silva, líder metalúrgico do Sindicato da Capital e deputado federal pelo PDT do Estado de São Paulo.

A Força Sindical é atualmente a segunda Central do País, com 1.506 Sindicatos filiados, representando 24,25% dos trabalhadores brasileiros da iniciativa privada, do campo e da cidade, e também Servidores Públicos.

Para marcar o vigésimo aniversário da Força Sindical a Secretaria de Memória Sindical e o Centro de Cultura e Memória Sindical realizarão um projeto de resgate da sua história, gerando um livro que deve se tornar uma grande referência para as questões do trabalho, no Brasil. 

As comemorações começam dia 24 de março, com o lançamento de um selo do correio alusivo à data.

Alta da taxa Selic prejudica trabalhadores

A Força Sindical criticou o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central pela nova elevação da taxa de juros (Selic), que passou de 11,25% para 11,75% ao ano, na quarta-feira (2). “Ao elevar a taxa, o governo, mais uma vez, atende os interesses do capital especulativo, com uma clara demonstração de que o espírito conservador continua orientando a política monetária nacional”, diz a Central, por meio de nota.

A CGTB também divulgou nota, classificando a decisão como “lastimável”.  “Cabe a nós, trabalhadores, intensificar a luta para retomar o caminho do desenvolvimento, que pelo visto foi abandonado pela equipe econômica do governo, com o objetivo de preservarmos a geração de empregos, o aumento da massa salarial e o fortalecimento do mercado interno”, ressalta o texto.

Tapa - “É inadmissível”, diz a nota da CTB. “A confirmação de novo aumento soa como um tapa na cara dos trabalhadores e de todos aqueles que realmente fazem com que a economia do País se movimente”, afirma a Central.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) também condenou a alta dos juros. “A elevação da taxa Selic é nefasta para a economia do Brasil, pois inibirá o crescimento, a geração de mais empregos e o desenvolvimento econômico e social do País”, afirma o presidente da entidade, Carlos Cordeiro.
Ag. Sindical

quinta-feira, 3 de março de 2011

Governo quer tabela progressiva para substituir Fator Previdenciário

O governo federal vai retomar a negociação com aposentados e as centrais sindicais, propondo a tabela progressiva para a idade mínima em substituição ao fator previdenciário, fórmula que leva em conta a idade e o tempo de contribuição.

A idade mínima de 65 anos para o homem e 60 anos para a mulher, como quer o governo, valeria, pela regra nova, a partir de 2035. No entanto, a imposição de uma idade começaria no ano que vem, com 57 anos para o homem e 52 anos para a mulher. Esse limite subiria gradativamente até atingir o patamar desejado pelo governo. A exigência dos 35 anos (homem) e 30 anos (mulher) de contribuição, como é hoje, será mantida.
Folha SP

1º de Maio Unificado - Dia do Trabalhador

Novamente a comemoração de 1º de Maio que será promovida pela Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e NCST. Segundo Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical, a unidade das centrais é importante porque fortalece a luta dos trabalhadores para ampliar direitos e garantir os já existentes. A unidade também deverá acontecer nas comemorações promovidas pelas centrais no interior do Estado de S. Paulo (até agora estão programadas festas em 14 municípios) e nas capitais dos estados.

Os cupons serão distribuídos pelos sindicatos em suas sedes e nos locais de grande concentração, a partir de 22 de março.

Serão defendidas as seguintes bandeiras de luta:

- redução da jornada sem redução de salários;
- valorização do salário mínimo;
- fim do fator previdenciário e valorização das aposentadorias;
- redução da taxa de juros;
- igualdade entre homens e mulheres;
- reforma agrária;
- Trabalho decente;
- valorização do serviço público e do servidor público;
- educação profissional.
Força Sindical

Novo portal para recolocação no mercado de trabalho

O Ministério do Trabalho já colocou online o Portal Mais Emprego (maisemprego.mte.gov.br). O novo site utilizará uma base de dados única em todo o Brasil, integrando informações de todos os estados, do Sistema Nacional de Emprego (Sine), superintendências regionais (SRTEs), Caixa Econômica Federal e entidades de qualificação profissional.

No site o trabalhador fará consultas, terá informações sobre seu seguro-desemprego, além de inscrever-se para vagas do Sine. O usuário também poderá acompanhar seu processo de intermediação de mão de obra. Já o empregador poderá enviar requerimento de seguro-desemprego, disponibilizar vagas, consultar currículos e acompanhar os processos de seleção.

Por enquanto o serviço está disponível para o Rio Grande do Sul, Paraíba, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre e nas cidades de Belo Horizonte e Uberaba em Minas Gerais. Fique atento que breve o portal atenderá todos os estados da união.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Quem ganha menos paga mais impostos


Quem recebe pouco faz mais uso da renda para consumo imediato e por isso paga mais impostos indiretos como o Imposto sobre Produto Industrial (IPI, federal), o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, estadual) e o Imposto sobre Serviços (ISS, municipal).

Por isso, quanto mais pobre é o contribuinte mais dias de seu trabalho ao ano ele destina ao pagamento de tributos. Quem, em 2008, tinha renda familiar de até dois salários mínimos dedicou 197 dias do ano para o Leão, ao passo que, quem tinha renda familiar de mais de 30 salários mínimos comprometeu 106 dias de trabalho, três meses a menos. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Ag. Diap

CPMF: o assunto volta para indignar os brasileiros

A presidente Dilma Rousseff admitiu, dia 1º março, em um programa de TV, iniciar um debate sobre a volta de uma contribuição exclusiva para a saúde, nos moldes da extinta CPMF, caso um diagnóstico que está sendo feito pelo governo indique que faltam recursos para o setor

terça-feira, 1 de março de 2011

Metade dos que praticam o Assédio Moral também já foram assediados

Aproximadamente 20% das pessoas que trabalham sofrem algum tipo de assédio moral e 25% das pessoas que são vítimas do assédio tendem a pedir demissão do trabalho. Além disso, 50% das pessoas que praticam o assédio também já foram vitimas desse tipo de ação. O cumprimento de metas associado ao assédio pode gerar um stress bárbaro, sendo que, em algumas ocupações, se torna um pesadelo...

Relações Sindicais em novas bases

O sociólogo Luiz Werneck Vianna, em entrevista à Folha Online afirma que acabou o monopólio da política estabelecido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que o endurecimento da presidente Dilma Rousseff com as centrais sindicais é um sinal de que o novo governo, constrangido pelas circunstâncias, promove uma limpeza do Estado.

Afirma também que o sindicalismo brasileiro de hoje é uma potência, um personagem muito influente na vida republicana, não sendo mais passível de controle tal como foi no passado.
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