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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Trabalho Intermitente: a enganação da geração de emprego

Há algum tempo o país está mergulhado numa crise política que impactou negativamente a economia do país e com isso o número de desempregados tem crescido a cada mês. Este tema tem se tornado comum tanto nos seios das famílias, que têm no mínimo um desempregado, quanto nas matérias de jornais e sites. 

Contudo no mês passado, alguns veículos de informação divulgaram que houve um aumento no número de contratações. Seria isso um suspiro em meio à crise do desemprego que tem assolado as famílias brasileiras? A resposta é clara NÃO!!! Uma vez que essas contratações são no setor informal, ou seja, sem assinar a carteira de trabalho e ainda implementando as novas regras previstas na Lei 13.467, de 2017 – reforma trabalhista, como por exemplo, a contratação do trabalhador intermitente, que é denominado àquele trabalhador que prestará serviço para a empresa e receberá apenas pela hora trabalhada, isso no mínimo resulta na incerteza do valor a ser recebido ao final do mês, esse trabalhador nem sabe se conseguirá atingir o valor do salário mínimo e o risco do empreendimento está sendo transferido do patrão para o trabalhador, precarizando seis direitos. 

Em recente matéria divulgada no site do Valor Econômico consta que após a implementação da reforma trabalhista, foram contratados 5.641 trabalhadores de dezembro/17 a janeiro de 2018 na modalidade intermitente e o perfil tem sido de jovens de até 29 anos e que não possuem ensino médio. 

Medo do desemprego tem queda, mas continua elevado

Fonte Diário do Litoral
O Índice de Medo do Desemprego registrou uma pequena melhora em março em relação a dezembro de 2017: caiu de 65,7 pontos para 63,8 pontos. O dado foi divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a entidade, apesar da melhora, o indicador ainda está elevado, “muito acima da média histórica de 49,2 pontos”. (...)

Apesar da apreensão quanto ao desemprego, a CNI constatou que os brasileiros estão mais satisfeitos de um modo geral. O Índice de Satisfação com a Vida alcançou 67,5 pontos em março, superior ao de dezembro de 2017, de 65,6 pontos. “O indicador de março é o maior desde o primeiro trimestre de 2015, mas continua abaixo da média histórica, que é de 67,5 pontos”, cita o estudo.

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