sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ministério Público aprova a Contribuição Assistencial

DCI - Andréia Henriques
Um Termo de Compromisso e Ajuste de Conduta (TAC) assinado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) da 2ª Região (São Paulo) deve abrir precedentes para consolidar como obrigatória a exigência da contribuição assistencial sindical. A convenção coletiva dos setores de gastronomia e hospedagem de São Paulo e região, que totaliza 35 municípios da Grande São Paulo, foi assinada pelo representante dos trabalhadores, dos empresários e integralmente aprovada pelo Ministério Público, inclusive as cláusulas que estipulam a polêmica e contestada contribuição.

Assinada pelo Sindicato dos Empregados em Hospedagem e Gastronomia de São Paulo e Região (Sinthoresp) e pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo (Sinhores), a Convenção Coletiva 2011-2013 fixa que as empresas devem recolher a contribuição assistencial de 1,5% do salário, inclusive 13º salário, limitados ao mínimo de R$ 22 e o máximo de R$ 44.

A contribuição assistencial difere da sindical obrigatória — que equivale a um dia de trabalho por empregado, recolhido pelo empregador, e sobre o qual não há discussão sobre seu cabimento. A assistencial, muito discutida no Judiciário, é uma espécie de retribuição às conquistas do sindicato. A polêmica é para quem ela deve ser aplicada: se apenas para os associados à entidade sindical ou a todos os trabalhadores.

Na convenção, ficou estabelecido que a posição a ser seguida é a presente em certos julgados, do Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Um dos recursos extraordinários analisados pelo Supremo, relatado pelo ministro Marco Aurélio em 2001, entendeu que a contribuição prevista em convenção coletiva “é devida por todos os integrantes da categoria profissional”.

Antonio Carlos Nobre Lacerda, gerente geral do departamento jurídico do Sinthoresp, afirma que como ainda existem correntes jurisprudenciais diversas era necessário não deixar dúvida sobre a orientação adotada e ratificada por sindicatos e MPT.

Nas demais decisões utilizadas como parâmetro, a razoabilidade da exigência foi destacada, além de ser afastada possível violação do preceito constitucional da liberdade sindical, argumento frequentemente levantado pelos opositores para obstar a cobrança. “A faculdade de associar-se ou não à entidade sindical não guarda nenhuma identidade com o estabelecimento de contribuições em assembleia da entidade sindical. Associado é aquele que contribui mensalmente para fazer uso das vantagens que o sindicato oferece aos seus associados. O sindicato representa a todos os trabalhadores da categoria e não está proibido pela Constituição de votar contribuições a todos”, diz a decisão do TRT paulista.

A contribuição é prevista no artigo 513, alínea e, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O dispositivo diz ser prerrogativa dos sindicatos impor contribuições a todos aqueles que participam das categorias representadas.
O TST, conforme precedente normativo (PN 119), tem entendido na maioria das vezes que a contribuição é aplicável apenas para os associados, preservando-se o direito do trabalhador apresentar oposição ao sindicato. A orientação, que para sindicalistas só pode ser usada quando os sindicatos não chegam a acordo sobre as cláusulas, não tem previsão legal e as diversas discussões na Justiça continuam.

De acordo com Antonio Lacerda, o Ministério Público do Trabalho tem entrado com ações civis públicas pelo País tentando anular a contribuição. Em acordos ou decisões liminares da Justiça, já foram impostos, por exemplo, aplicação de pesadas multas, devolução de valores recolhidos e fim da cobrança, sob pena de prisão dos dirigentes. “A convenção estava em meio a essa possível tensão. Se o MPT não concordasse com as cláusulas sobre o tema, poderíamos ser vítima de ação e sofrer consequências”, afirma.

Segundo Lacerda, durante as negociações houve boa conversação, que garantiu o TAC com importantes cláusulas. No acordo, as partes estabeleceram que “o custeio da luta sindical por todos os membros da categoria profissional, sejam eles sindicalizados ou não, não implica, de forma alguma, em afronta ao princípio da liberdade sindical”.

Além disso, deixou estipulado que o direito de oposição ao desconto da contribuição, fruto de livre manifestação da vontade do empregado, deve ser precedido de esclarecimento sobre as finalidades da cota. Somente os não associados poderão opor-se ao desconto da contribuição assistencial.

“O TAC, além de abrir precedentes para outros casos e categorias, deve inibir a atuação do MPT contra a contribuição”, afirma Lacerda. Segundo ele, essa é a primeira vez em São Paulo que uma convenção, ratificada também pelo sindicato patronal, é avalizada pelo MPT contendo os termos sobre contribuição assistencial. Em outros estados, a aprovação é rara e a situação normal são os embates. “A peça, resultado de muita negociação, deve servir de parâmetro para outros sindicatos”, diz.

Procurando trabalho? Veja no Portal Mais Emprego

O Portal Mais Emprego já está em funcionamento em todo o país. Nesta semana, foi finalizada a implantação do sistema no estado de São Paulo. Desenvolvido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Portal Mais Emprego integra, num único banco de dados, informações do Sistema Nacional de Emprego (Sine), das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs), Caixa Econômica Federal (CEF) e entidades de qualificação profissional.

Além de poder se inscrever, por exemplo, para uma vaga de emprego disponível nos postos do Sine, o trabalhador poderá, por meio do Portal, fazer consultas, obter informações sobre seu benefício, elaborar e imprimir o currículo, obter informações sobre abono salarial e acompanhar seu processo de intermediação de mão de obra. Já o empregador poderá enviar requerimento de seguro-desemprego, disponibilizar vagas, consultar currículos e acompanhar os processos de seleção das vagas disponibilizadas.

Fator Previdenciário vai morder um pedaço maior das aposentadorias

Quem completou o tempo mínimo de contribuição (35 anos, para os homens, e 30 anos, para as mulheres) e quer fugir do fator previdenciário menor tem até o dia 30 de novembro para pedir a aposentadoria.

É que a partir de 1º de dezembro, o governo adotará a nova tabela de expectativa de vida do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aumentando o desconto do fator. O índice é multiplicado no benefício, considerando o tempo de contribuição e a idade do segurado, além da expectativa de vida no país. 

A fórmula induz as pessoas a não se aposentarem cedo, pois quanto maior a contribuição e a idade, maior o índice do fator e menor o desconto na aposentadoria.

Mas, quando a expectativa de vida se eleva (essa é a tendência neste ano, com base no censo de 2010), menor é o índice do fator, o que reduz mais o benefício.
Ag Diap
Quem completou o tempo mínimo de contribuição (35 anos, para os homens, e 30 anos, para as mulheres) e quer fugir do fator previdenciário menor tem até o dia 30 de novembro para pedir a aposentadoria.

É que a partir de 1º de dezembro, o governo adotará a nova tabela de expectativa de vida do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aumentando o desconto do fator. O índice é multiplicado no benefício, considerando o tempo de contribuição e a idade do segurado, além da expectativa de vida no país. 

A fórmula induz as pessoas a não se aposentarem cedo, pois quanto maior a contribuição e a idade, maior o índice do fator e menor o desconto na aposentadoria.

Mas, quando a expectativa de vida se eleva (essa é a tendência neste ano, com base no censo de 2010), menor é o índice do fator, o que reduz mais o benefício.
Ag Diap

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Homens atrasam mais pagamento de empréstimos do que mulheres

Os homens atrasam mais do que as mulheres o pagamento de financiamentos, segundo estudo do Banco Central (BC) sobre o perfil dos tomadores de crédito.  De acordo com o estudo, publicado no Relatório de Inflação, divulgado hoje (29), foram analisadas operações de crédito de quatro grandes instituições financeiras. 
Saiba mais Ag. Br

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Interesses patronais e sindicais enfrentam-se em projeto da terceirização

Com discrição, deputados ligados ao empresariado e aos sindicatos tentam colocar um fim à histórica disputa pela regulamentação da terceirização da mão de obra. As negociações estão em fase final, e a expectativa dos envolvidos nas tratativas é que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprove em caráter conclusivo o projeto ainda neste ano. O Senado passaria então a analisar o tema, que precisará ainda da sanção presidencial para sair do papel.
Ag Diap Continua...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

1ª Conferência Nacional de Trabalho e Emprego Decente

A 1ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE TRABALHO E EMPREGO DECENTE (CNTED), organizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, será realizada em 2012 e terá como objetivo principal promover um debate que envolva a temática das políticas públicas de trabalho, emprego e proteção social. 

Tendo em vista a importância da Conferência, as Centrais Sindicais estão mobilizando seus sindicatos para participarem dos encontros regionais, que visam debater e eleger os delegados que representarão a entidade no CNETD. Este é um momento para os sindicatos conquistarem espaço nas discussões e decisões do universo trabalhista. 


Conferências estaduais, distritais, municipais e intermunicipais serão realizadas até outubro de 2011 – em todos os estados do país.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Bancários devem iniciar greve nacional amanhã. Fique atento!

A quinta rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a federação patronal, na sexta (23), em São Paulo, terminou sem avanço. Com isso, os bancários mantiveram a decisão de deflagrar greve nacional.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Governo lança portal com recursos para pessoas com deficiência

Pessoas com deficiência dispõem de uma ferramenta para acessar notícias, informações e serviços públicos referentes ao tema por meio do site www.pessoacomdeficiencia.gov.br. O site foi lançado pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República em homenagem ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Dados da secretaria indicam que 24,6 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Aviso Prévio proporcional de 90 dias vai para sanção da Presidenta Dilma

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (21) projeto de lei que aumenta para até 90 dias o aviso prévio que o empregador deve conceder ao empregado demitido. Atualmente, quando a pessoa é demitida, deve permanecer no emprego por até 30 dias, independentemente do tempo de serviço.

Com a mudança, o aviso prévio será proporcional. O trabalhador com um ano de emprego mantém os 30 dias, mas para cada ano adicional de serviço, o aviso prévio aumenta em três dias, até o limite de 90, no total. Em caso de demissão voluntária, o empregado deve trabalhar pelo mesmo período ou indenizar a empresa, que também pode optar por liberar o empregado, sem ônus.

A proposta, com origem no Senado, será enviada à sanção da presidente Dilma Rousseff, que pode vetar partes da nova lei. Neste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) tratou sobre o tema, mas adiou, em junho, decisão sobre mudanças.


A proposta aprovada tramita desde 1989, mas voltou à discussão na Câmara em julho deste ano, com análise em várias comissões. Hoje, a matéria entrou na pauta do plenário em regime de urgência e foi aprovado numa versão com origem no Senado.

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, presidente da Força Sindical, disse que o projeto teve o apoio de todas as centrais sindicais. Ele disse que após receber o aval dos presidentes das centrais sindicais, disse ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que o projeto poderia ser aprovado. "Foi uma vitória, foi uma grande conquista para os trabalhadores", disse.
Mídia na Web

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Atrasados de revisão do INSS começam a ser pagos no dia 3 de outubro

O valor dos atrasados da revisão pelo teto de até R$ 6.000 será pago aos segurados com direito à correção no posto entre os dias 3 e 7 de outubro.

Cerca de 70 mil aposentados devem receber a bolada no início do mês que vem.
A grana será depositada com o pagamento do benefício referente ao mês de setembro. A previsão anterior era a de que o INSS pagasse esses atrasados no dia 31 de outubro.

O valor dos atrasados já está disponível no extrato do pagamento referente ao mês de setembro pelo site da Previdência. O número está descrito no quadro "Créditos" do extrato.
Agora SP

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Comissários de Despachos 2011/12



Já foi fechado o acordo coletivo. 
Clique e veja.

Reflexão sobre o ciclo econômico das montadoras de veículos

O problema atual documentado na mídia sobre o momento das montadoras de carros no Brasil nos remete a um problema histórico do capitalismo como um todo. Um dos principais teóricos do capitalismo Adam Smith fez uma metáfora sobre a condição do capitalismo e disse que existiria uma “MÃO INVISÍVEL” no mercado, ou seja, o auto-interesse de uma sociedade livre proporcionaria a forma mais rápida de uma nação alcançar o progresso e o crescimento econômico. Na sua LIBERAL opinião o maior obstáculo a esse progresso econômico seria o intervencionismo do Estado na economia; pois, para ele, existiria uma “MÃO INVISÍVEL” que auto-regularia o mercado.
 
Assim sendo, para Adam Smith, se o mercado fosse deixado em paz pelos governos ele se manteria sempre em equilíbrio. Entretanto, na prática, as condições normalmente não são as ideais. Por exemplo, a competição não é completamente livre, os consumidores não são perfeitamente informados e a produção e o consumo desejáveis podem gerar custos e benefícios sociais.
 
E por isso, o capitalismo vive de ciclos como o apontado nas notícias sobre as montadoras, onde, entre outros itens, vemos citados: a desaceleração do consumo e o aumento dos estoques, além de um impasse na negociação do imposto sobre produtos industrializados - IPI, negociado com o governo. Bem, estes também eram assuntos de Adam Smith lá nos anos de 1776, na Inglaterra, no período da revolução industrial.
 
Ora, não é de hoje que o excesso de estoque estabelece uma relação nova de trabalho. O mesmo trabalhador que somente a muito custo consegue ter um carro montado por ele (dividindo em suaves parcelas, pagando por muitos anos, gastando o valor de uns três carros), exatamente porque a luta sindical demanda tempo, é aquele que será “encostado” nas tais férias coletivas e nas demissões que ocorrem via de regra pela falta de consumo.
 
É certo que é o próprio capitalismo que produz os ciclos que engendram suas crises. Mas, é evidente que somente alguns pagam, literalmente, pelas crises. Pensando dentro desta lógica, com muita liberdade, podemos dizer que quando um sindicato luta por melhores salários e por condições dignas de trabalho, está lutando para o capital manter-se em pé, afinal, quem comprará o produto produzido?
 
Senão houver consumidor os pátios ficarão abarrotados de carros. E aí a produção deverá ser reduzida para que o preço não caia; são os efeitos da “MÃO INVISÍVEL” do mercado ao contrário, produzindo muito diferente do que dizia Smith, isto é produzindo a pobreza das nações. (referência ao nome do livro do Smith: “Riqueza das nações”).
 
Pára que isso não aconteça entra o Estado, intervindo para que o capital se reproduza da melhor forma, abrindo mão dos impostos fazendo programas; vamos relembrar de um evento histórico: Getúlio Vargas queimou tulhas de café, em 1929 ano da crise da bolsa valores de Nova York, para que o preço do café não caísse. É o mesmo que jogar no mar os carros já produzidos para que os estoques parados não prejudiquem aquilo que dá lucro.
 
E o que sindicatos têm a ver com isso? Na verdade os sindicatos devem lembram ao mundo: “QUE NÃO É SÓ DE LUCRO QUE VIVE O HOMEM”, mas também de direitos e garantias que ao longo da história o movimento sindical tenta equilibrar de uma maneira nada mágica, mas através do diálogo, mantendo uma mão de duas vias na relação histórica entre o capital e o trabalho.
 
Helena Ribeiro da Silva
Presidenta SEAAC Americana e Região

A brasileira Dilma é a primeira mulher a abrir uma Assembléia Geral da ONU

Ao comentar sua participação na 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a  presidenta Dilma Rousseff disse hoje (19) que vai falar sobre temas importantes como a transparência nas ações do governo, o combate a doenças crônicas no país e a crise econômica mundial.

“Tenho muito orgulho de ser a primeira mulher, uma mulher brasileira, a abrir a Assembleia Geral da ONU”, ressaltou em seu programa semanal de rádio Café com a Presidenta. “O Brasil tem muito a mostrar em cada um desses temas”, completou.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Aberta temporada de contratações para o final de ano

O Natal já começa abrir oportunidades para quem procura um espaço no mercado de trabalho. A Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) prevê em 147 mil o número de vagas de serviços temporários a serem abertas - sendo 44.556 só no Estado de São Paulo. E a oportunidade de efetivação é grande: 29% dos funcionários temporários deverão continuar no emprego após a passagem da data comemorativa.

A Asserttem prevê que até o fim deste ano serão oferecidas 5% mais vagas se comparado com 2010, quando foram registradas 140 mil contratações no País e 42.434 em São Paulo. Fique de olho atento!
Estado SP

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Futsal e o Trabalhador

Nossa Federação - FEAAC nos últimos anos tem transformado o Torneio Estadual de Futsal, que ocorre na cidade de Peruíbe, em uma tradição. Os sindicatos durante o ano aguardam com expectativa este encontro: preparando os times, revivendo lembranças dos jogos anteriores e organizando-se através dos treinos, que são motivos, na verdade, para estreitar um vínculo entre sindicato e trabalhador.


No Brasil o futebol teve seu início, segundo Nicolau Sevcenko, por dois caminhos: "um foi dos trabalhadores das estradas de ferro, que deram origem às várzeas, o outro foi através dos clubes ingleses que introduziram o esporte dentre os grupos de elite.” Alguns estudiosos do futebol afirmam que o esporte serviu muitas vezes como meio para controle dos corpos dos trabalhadores fazendo-os disciplinados e observadores de regras.

Podemos dizer que o futebol é um jogo onde aprendemos regras comuns para disciplinarmos nosso convívio, além de ser um esporte que mantém os corpos saudáveis. Isso para quem joga. Para o torcedor, aquele que assiste, é uma festa que se apresenta de maneira a interagir através das intenções que são gritadas, cantadas, para incentivar o seu time a ganhar.

Então, vamos pensar um pouco o que significa para os Sindicatos se reunirem em um lugar como a Colônia de Férias, tradicionalmente reservado para momentos de diversão com as famílias, em um torneio de futebol. Aparentemente não passa de mais um momento de diversão, onde todos estarão longe das dificuldades diárias e dos conflitos enfrentados no trabalho. Mas será que é só isso? Reflitamos: a Colônia de Férias é um lugar de encontro de trabalhadores e trabalhadoras para debater questões relacionadas à busca por direitos, um espaço de lutas travadas ao longo da história da categoria por melhores condições de trabalho.

A busca por reunir trabalhadores para debater e promover cidadania no trabalho e na vida encontra muitas dificuldades que refletem a história do movimento sindical brasileiro, mas que estão entrecortadas também pela dificuldade de construção da cidadania no Brasil. Estar próximo dos trabalhadores para ouvi-los é parte de um processo de fortalecimento dos sindicatos e, por conseguinte da ampliação de direitos pelos trabalhadores.

Assim reunir-se para jogar futebol e pensar questões cotidianas, que englobam comportamentos, atitudes, posturas que permeiam nossas vidas e, muitas vezes só vivenciamos no âmbito privado das nossas relações, é estabelecer um vínculo entre representantes e representados.  Isso se revela nos momentos de descanso entre os jogos, em que a confraternização, regada a samba ou não, fortalece e põem em pauta todas as questões debatidas nos Encontros da Categoria.

Helena Ribeiro da Silva
Presidenta SEAAC

Trabalho escravo na área de vestuário e construção civil

Os maiores problemas com relação ao trabalho escravo no Brasil estão ligados às cadeias de produção nas áreas de vestuário e da construção civil.


A afirmação foi feita pelo auditor-fiscal Luís Alexandre de Faria, do Ministério do Trabalho em São Paulo, na audiência pública realizada, dia 14/9, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que discutiu a exploração de trabalhadores estrangeiros no Brasil e o tráfico de brasileiros vítimas de trabalho escravo em outros países.

Se você souber, denuncie, disque 100.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Mais de 150 mil mulheres participaram as conferências municipais

Mais de 150 mil mulheres Brasileiras, em mais de dois mil municípios, já se encontraram nas conferências municipais e regionais para debater e propor políticas públicas para as mulheres em seus municípios, estados e no país.

As conferências expressaram o amplo e heterogêneo universo das mulheres brasileiras. Participaram delas, desde as índias caciques do Oiapoque, no Amapá, reivindicando a aplicação da Lei Maria da Penha nas aldeias, até as feministas e operárias em São Paulo, passando pelas mulheres em situação de prisão nas Penitenciárias do Espírito Santo, pelas moradoras das florestas do Acre, as sertanejas e sem-terra de Caruaru, em Pernambuco, e as agriculturas de Santa Catarina.
SPM

Comunicado às Empresas de...

FACTORING


TERRAPLENAGEM

O brasileiro na internet

Ag. Diap
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